Há exatos 11 anos, o mundo se assombrava com a notícia daquele que teria sido o pior acidente espacial da História. A estação MIR trombara com uma nave cargueiro de 7 toneladas. Por muito pouco os astronautas não tiveram de pôr em prática um plano de emergência para voltar à Terra. Felizmente, a situação foi controlada.
Vladimir Tsibliev, comandante da MIR, havia dado uma ordem errada, provocando o acidente. Segundo Igor Goncharov, médico responsável pelos tripulantes, a causa fora o stress. Daquele dia em diante, a gravidade dos problemas relacionados ao stress deixou de ser assunto restrito a acadêmicos e entrou definitivamente no rol das preocupações de empresas e profissionais de todas as áreas.
Em 1936, Hans Selye publicou seus estudos e inaugurou a visão atual sobre o tema. Hoje, sabe-se que o stress não é nem bom nem mal, mas que depende da resposta do indivíduo aos fatores estressantes. 
De fato, mais eficaz do que procurar evitar pressões estressantes é ser capaz de adaptar-se a elas. Isso por que essas pressões são impossíveis de serem evitadas ou são até desejadas. Entre elas, demissão ou promoção no emprego, nascimento ou morte na família, falta de tempo ou tempo em excesso, enfim, situações que tragam mudança no estilo de vida. Será negativo se a pessoa não estiver preparada para se adaptar.
O risco de adoecer devido ao stress diminui de 70% para 10% quando se aprendem técnicas para gerenciá-lo no dia-a-dia (fonte: International Stress Management Association - Brasil). Embora a maioria das pessoas queira uma fórmula mágica ou uma pílula milagrosa, o controle do stress depende de autoconhecimento e da capacidade de adaptação.
Autoconhecimento técnico, orgânico: como respirar, como relaxar e dormir, como se concentrar, como manter-se em posições confortáveis preservando a coluna, como projetar a voz, como lidar com o próprio corpo. Autoconhecimento filosófico, pessoal: quem você é, quais seus valores, objetivos na vida, como se relaciona com a família e com os amigos, o que gosta e o que não gosta de fazer, etc.
Querer simplesmente livrar-se do stress é uma das paranóias do nosso tempo. Uma pessoa madura, adulta, está preparada para as mudanças, pois sabe que há algo que jamais sairá do seu controle: ela própria.
Para saber mais:
O stress e o Yôga, artigo de Daniel DeNardi no blog Livre Pensar do Yôga;
Relax - Reprogramação emocional, prática gravada por DeRose, direto em mp3 ou no site da Uni-Yôga.


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