“O que mais prezamos é a arte de relacionar-nos bem com todo o mundo”, escreve DeRose. Se você entender isso, entenderá também a abrangência do SwáSthya Yôga como estilo de vida.
No dia-a-dia, um dos grandes obstáculos para se exercer a arte de relacionar-se bem é o ego mal-educado. Na prática regular, a principal técnica que educa e desenvolve o ego para podermos construir e preservar bons relacionamentos é o pújá (termo que pode ser traduzido como respeito, honra, oferenda ou homenagem).
Sua execução consiste em ofertar algo de valor a um local, a uma pessoa ou a um grupo de indivíduos. Pode ser algo material (como presentes e ações efetivas) ou sutil (como mentalizações e sentimentos). Quando entre pessoas, deve ser feito de forma ascendente na hierarquia, quer dizer, o filho oferta ao pai, o aluno ao professor, jamais o contrário.
Perceba como é amplo o desenvolvimento proporcionado pelo pújá. Por um lado, o praticante precisa ser realizador o suficiente para tornar-se capaz de ofertar algo de valor. Nesse processo, será levado a superar uma eventual humildade excessiva. Por outro lado, ele precisa ter o bom-senso de admitir que há outros que sabem mais ou realizaram mais do que ele e ser capaz de agradecer a esses.
Onde o pujá é bem realizado, não há o risco de se fazer culto à personalidade ou de se descambar para uma seita, males que afligem o Yôga em vários lugares. Isso por que o ego e a capacidade de realização do praticante são desenvolvidos com orgulho sadio e humildade realista.
Para saber mais:
Primeira parte do livro Faça Yôga, do Mestre DeRose, download em pdf;
Pújá na Prática Básica, gravado por DeRose em mp3
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