É impressionante a tendência que temos para dispersar. Com certeza, isso deve nos ter trazido um diferencial evolutivo importante no passado, mas hoje em dia, na segurança da nossa organização social, como a dispersão nos atrapalha!
Eu escrevo isso mas não me coloco de fora desse comportamento. Há alguns dias, estava pensando em alguma atividade que podia começar como hobbie. Pensei num esporte: “sempre gostei de artes marciais, quem sabe jiu-jitsu”. Pensei em artes: “adoro música, podia comprar uma guitarra”. Mas, adivinhe?
(Você talvez tenha pensado: “Ah, garanto que ele ficou só no querer e acabou não fazendo nada disso. Viu só? Ele é igualzinho a mim que quero fazer Yôga e não começo nunca, rárá”. Mas é pior!)
Eu já havia começado essas atividades antes, há mais de dez anos atrás! Sim, eu treinava jiu-jitsu. Sim, eu tocava guitarra. Mas em algum momento eu simplesmente parei! E, revendo agora, sou obrigado a admitir que não precisava ter parado. Podia até ter diminuído minha dedicação, mas parar foi uma decisão estúpida.
Hoje, se eu voltar, recomeçarei do zero. Se tivesse continuado - mesmo com uma dedicação menor - meu hobbie agora não seria voltar a dedilhar escalas e sim tocar com uma banda num barzinho. Não seria suar como um condenado para aprender a amarrar a faixa do quimono e sim participar de alguns campeonatos entre amigos. Bem mais legal.
Por isso, se você sentir aquela vontade de “dar um tempo” nas práticas de SwáSthya Yôga, aceite meu conselho e não faça isso. Mesmo que você seja parte daquele 0,00001% da humanidade que quando diz “volto no ano que vem” realmente volta, continue!
Converse com seu instrutor, freqüente uma das tantas atividades gregárias que mantemos nas nossas escolas, (re)leia um livro de Yôga e em última hipótese diminua seu ritmo de práticas, mas continue!
O tempo passa muito rápido e temos de aproveitá-lo. Mantenha-se focado nos seus objetivos e não faça como eu, que deixei de fazer coisas que gostava muito e me faziam bem.


6 comentários até agora ↓
Bem a fase que estou passando
Tenho que parar de treinar para entrar no mercado de trabalho
Mais um atleta frustrado
Vou tentar canalisar energia e frustração para a música
Grande força!
E a guitarra?
Gustavo, lembre dessa frase do Mestre DeRose para ajudá-lo a superar a frustração: “Deveríamos ser como as águas dos riachos que, tranqüilamente, contornam os obstáculos”. Se bem que você está no caminho certo, pois já escolheu algo para canalizar a energia.
A guitarra eu vendi.
Serviu para lembrar de como eu também já parei tanta coisa. Realmente, muitos vritis!
Um abraço.
Francisco, agradeço pelo toque. Eu não tinha percebido o erro. Obrigada!
Fico feliz que o meu blog tenha te auxiliado de alguma forma, mas o mais impressionante é que eu estava interessada em obter informações sobre Yôga, mas andava com uma preguiça de pesquisar…rsrs..agora vai ficar mais fácil. Quando tiver um tempinho vou olhar seu blog com mais calma, mas já aproveitando o que você poderia me dizer sobre a Yôga do Riso? Uma amiga ouviu falar mas nós não sabemos bem como funciona.
Um abraço
B
[...] blog Instrutor de Yôga, Francisco von Hartenthal cita a importância de sermos persistentes e continuarmos com nossos [...]