Para mim, DeRose é um gênio. É um Galileu, Da Vinci ou Darwin. Alguém que, simplesmente, enxerga as coisas como elas são e revoluciona o mundo por não admitir fazer de conta que não vê o que vê.
Eu tenho orgulho de ter sido aceito como seu discípluo e poder chamá-lo de Mestre. Não somente por respeito ao seu título, mas porque ele é meu Mestre, mesmo.
A primeira vez em que vi DeRose pessoalmente foi no Festival Internacional de SwáSthya Yôga de Florianópolis, em 1999. Era muita gente, eu era um aluno novato e provavelmente ele nem tenha me notado.
Em setembro daquele ano, DeRose veio a Curitiba ministrar cursos, dos quais participei. Bebi cada palavra como se fossem néctar. Ele certamente me viu no curso e até trocamos algumas amenidades no corredor.
Em novembro, veio o Festival de Saquarema. Lá, aconteceu algo maravilhoso!
Eu ainda era muito novinho, mas já estava mais à vontade no grupo. Em determinado momento, no intervalo entre as vivências, parei em frente à piscina e fiquei olhando a cena à minha volta. As pessoas, bonitas e felizes, se misturavam àquele ambiente acolhedor e ao clima de praia e céu azul. Meu olhar percorreu lentamente tudo ao redor sem se deter em nada, apenas curtindo a satisfação de estar ali.
Então, a uns dez metros de distância, vi o Mestre! Ele sorria e olhava para mim. Espontaneamente, caminhei em sua direção. Olhos nos olhos, sorrisos abertos. Ao me aproximar, com naturalidade as mãos se puseram em prônam mudrá, gesto que ele também fez. Eu não disse nada, mas não havia mesmo o que dizer. Por alguns breves instantes ficamos assim, até que alguém chegou e o solicitou. Com a mesma naturalidade, desfizemos o cumprimento e conversamos um pouco entre nós e esta terceira pessoa. Logo, saí discretamente.
Nunca vou me esquecer daquele momento. Conhecer DeRose mudou minha vida e com tudo o que ele me ensina tenho aprendido, cada vez mais, a ser eu mesmo. Sou muito grato por isso.
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